| A estilista Juliana Radünz já trabalhou em diversas empresas têxteis onde fazia coleções das próprias marcas, magazines, criações para algumas grifes e também para exportação. Dentre elas destacamos: Gang, TNG e Zara.
Atualmente Juliana trabalha como estilista e graphic designer. Também é sócia de um estúdio de desenvolvimento a X2 Studio, que com a sua equipe trabalha para empresas têxteis onde fazem a criação de modelos e estampas. Fornecem criações de todas as grades e para o mais variado público.
HF. Como se deu o início da sua carreira? Qual é a sua formação?
JR. Sou formada em moda pela FURB - Blumenau, também fiz o curso de estilismo pelo SENAI - Blumenau.
HF. Como você vê a moda no mundo globalizado que vivemos hoje?
JR. Apesar dessa loucura em que vivemos hoje, a moda é destaque em tudo o que está ao nosso redor. Infelizmente ainda existem pessoas que vêem a moda de uma maneira deturpada, como algo fútil e sem importância. Mas a moda não está apenas na roupa que você veste, também está na música, em objetos, nas atitudes, etc. Moda é o que se destaca na atualidade.
HF. Estilo hoje em dia é muito mais importante que estar na moda. O que você acha que uma pessoa precisa para ter estilo? O que você considera uma marca de estilo?
JR. Estilo é a marca visual de cada pessoa, como as pessoas vêem você. Hoje não existe mais a idéia do certinho, de estar tudo combinando, o que ocorre são mix de estilos onde a pessoa veste tendência e imaginação. A pessoa precisa encontrar o estilo que mais combina com ela e ressaltar esse conceito da sua própria imagem.
Uma marca de estilo é uma marca que tenha uma personalidade forte. Exemplo: você pode nem achar determinado produto bonito, mas o que importa é o estilo que vem por trás do produto.
HF. Como você vê as tendências de moda no mundo que vivemos hoje?
JR. As tendências de moda no mundo em que vivemos hoje não ditam mais um tema - apenas o que deverá ser seguido, são vários temas que se combinam. E com a quantidade de informação que recebemos hoje, a facilidade e rapidez com que acontecem as tendências, basta estar conectado a internet.
HF. Como você realiza as pesquisas para as coleções?
JR. As coleções que desenvolvo são criadas com base em muita pesquisa, busco informações pela internet, em feiras e palestras, programas de televisão, filmes, revistas e viagens. Hoje em dia o que não falta é informação. Basta ter criatividade!
HF. Quais são as novidades para o inverno 2009? E o verão 2010?
JR. O inverno 2009 vem como uma breve continuação do verão, para o público feminino: tem inspiração na Índia e modelos de década, insiste na calça modelo saruel e também apresenta modelos de calças mais largas no quadril e ajustadas na cintura e tornozelos. Modelos de tailleurs com ombreiras e jaquetas, sobretudo. Peças bem estruturadas ou desconstruídas completam os looks. Denim pesado para combinar com peças que dão o toque mais retro ao visual. Nas estampas o xadrez vem com tudo. Também motivos geométricos e algumas estampas que imitam pele de animais. E para o verão 2010 as estampas de animais continuam.
HF. Em quem se inspira na hora de criar uma coleção?
JR. Na hora de criar uma coleção me inspiro em algum estilista de destaque, nas informações de tendências e em filmes. Algumas vezes as empresas me enviam um briefing a ser seguido, passando os temas que querem que eu use, tipos de tecidos, não tem erro na hora de criar.
HF. Quem será o grande nome da moda para o próximo ano?
JR. Apesar de eu ter meus estilistas favoritos, para o próximo ano não cito um nome que acredito que esteja em maior destaque, pois existem grandes estilistas que se destacam todos os anos e novos que estão surgindo e que merecem ser notados.
HF. Como é moda no sul do país?
JR. A região sul é o pólo da moda, onde se encontram muitas das grandes empresas têxteis do Brasil e acontecem grandes feiras do setor.
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