Peças da coleção Inverno 2008 da marca low-profile 'Minha Mãe que Fez'
foto:Cedric Wilhelm Paiva - Reprodução / Flickr Minha Mãe que Fez
Clique nas imagens para ampliá-las
Dou a resposta "minha mãe que fez" com tanto orgulho! Pena que já tiveram, e possivelmente patentearam, a idéia.
Minha mãe que fez é uma marca que tem no portfolio criações fofíssimas, como casaquetos de veludo e para esse inverno, muitas peças estilosas em xadrez. Em Sampa, só tinha visto na Endossa, na Rua Augusta. Mas, quem diria, perambulando pela confusa Teodoro Sampaio, vi as letrinhas infantis e de forma compondo a palavra mágica "minha mãe que fez". Queria até adicionar mais comentários sobre a marca, que é tão low-profile que só mantém uma galeria no Flickr, nada mais, sem site oficial, necas. Deviam apostar mais, porque realmente as peças são lindas!
Entre nomes criativos, ainda lembro do brechó Minha avó tinha em Perdizes. Esse só sabia o nome, porque se tornou o brechó fashion queridinho das paulistanas. Também low-profile, esse brechó possui peças adoráveis, que sempre figuram nas reportagens de moda retrô, e o mais atrativo das belezinhas que vi nessas reportagens, eram os óculos! Muuuitos óculos de sol, de vários formatos e estilos, praticamente uma máquina do tempo na fórmula aros legais + lentes opacas e às vezes coloridas + hastes bem diferentes das atuais. O nome da casa realmente atrai curiosos, apesar de não ter um website.
E, o merchan: minha amiga linda, Manu Alves, faz coisas muito lindas! É só espiar a galeria Eu que fiz no Flick para conferir. As três estão no caminho para conquistar um espaço considerável entre aspirantes, curiosos e admiradores de uma moda diferenciada e, o mais importante, criativa. De fato, não sei a história das duas marcas - só a da Manuzita -, mas é de se imaginar que seu início tenha sido em pequenas idéias, pequenas tentativas, modestas criações que, com o feliz boom de Flickr's, Orkut's e badulaques similares da web, ampliaram seus horizontes e conquistaram um pedacinho de sol. Do quintal, para o mundo. Por que não?
Mas o que é que há com esses nomes? Por que eles atraem nossos olhos para as fofuras em feltro, veludo, tricô? Aí é que está a questão: eles são familiares. Sua familiaridade está na impressão que a peça foi confeccionada com carinho e criatividade, e não é mais uma entre as milhares produzidas em escala por c&as da vida ou em vitrines de bazares e out lets.
Não, elas são especiais. Além de doces e cutes, elas dão a impressão de serem personalizadas. A palavra 'minha' colabora muito com isso. Afinal, se 'minha' mãe, tia, avó, amiga, vizinha fez isso é porque é para mim. O tom customizado, handmade, único é ótima aposta nesses dias de moda proliferada em criatividade zero pós-fashion weeks. O mundo todo comprou - aliás, copiou e colou - as novidades da passarela e fim. Todo mundo tem um casaco xadrez, uma skinny, um tudo. Nada contra, mas nesse caminho se perde uma característica admirável da moda: inventar e re-inventar.
Particularmente, Mamis está na época do tricô. Minha mãe é linda e jovem - e sim!, conta, apesar de ser filha dela. Mas, ela está bordando e tricotando, segundo ela, para manter a mente sempre ativa. Ela costurou para mim casaquinhos e ponchos lindos. Na estréia de um deles, a pergunta inevitável: 'Ju, onde você comprou?'. E a resposta adorável: 'Minha mãe que fez!'. Quem mais? |